Porque sabes que eu estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Segunda-feira, 11 de Abril de 2005
...
Assim que acabamos de fazer amor, levantas-te da cama e fechas-te na casa de banho. Corre a água, lavas-me do teu corpo como quem quer afastar de si todo e qualquer sinal de que um homem entrou em ti.
Quando voltas, com os olhos ainda húmidos, sinto-te novamente fora do alcance, longe, lentamente mais longe, como os comboios iluminados que atravessavam a minha noite de criança, levando com eles o ruído, a luz, a determinação confiante das coisas que vão para um destino qualquer, quer queiramos, quer não, como se fossem humidade chupada pela areia da praia.


publicado por SigurHead às 21:43
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2 comentários:
De Anónimo a 15 de Abril de 2005 às 15:54
um pequeno momento não chega para sair da vida de alguém...
danyelrib
</a>
(mailto:)


De Anónimo a 12 de Abril de 2005 às 21:05
Adorei este texto...é de tua autoria? Devo dizer-te que todos nós queremos apagar trilhos trancados na nossa pele desenhados pelas mãos hablidosas de alg que amámos...seja porque nc nos amaram, seja apenas pq as mãos se fecham sempre e com elas nos levam o tacto e no lugar vazio das nossas mãos fica apenas um bilhete de adeus e de despedida.
R.F
</a>
(mailto:RFs@hotmail.com)


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