Porque sabes que eu estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Quinta-feira, 30 de Março de 2006
So cruel

 

 

We crossed the line
Who pushed who over?
It doesn't matter to you
It matters to me

We're cut adrift
We're still floating
I'm only hanging on
To watch you go down
My love

I disappeared in you
You disappeared from me
I gave you everything you ever wanted
It wasn't what you wanted

The men who love you, you hate the most
They pass through you like a ghost
They look for you, but your spirit is in the air
Baby, you're nowhere

Oh...love...
You say in love there are no rules
Oh...love...
Sweetheart,
You're so cruel

Desparation is a tender trap
It gets you every time
You put your lips to her lips
To stop the lie

Her skin is pale like God's only dove
Screams like an angel for your love
Then she makes you watch her from above
And you need her like a drug

Oh...love...
You say in love there are no rules
Oh...love...
Sweetheart,
You're so cruel


You don't know if it's fear or desire
Danger the drug that takes you higher
Head in heaven, fingers in the mire

Her heart is racing, you can't keep up
The night is bleeding like a cut
Between the horses of love and lust
We are trampled underfoot

Oh...love... You say in love there are no rules
Oh...love...
Sweetheart,
You're so cruel

Oh...love...
To stay with you I'd be a fool
Sweetheart
You're so cruel


U2 - So cruel mp3



publicado por SigurHead às 23:07
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Segunda-feira, 27 de Março de 2006
...

                          

 

Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos e o teu perfume a transpirar na minha pele. O corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves de verão e a tua boca deixou um rasto de canções... Confesso que ainda acordo com o sabor dos teus beijos nos meus lábios. Nos meus ouvidos ainda permanecem os teus gemidos a musicarem as minhas lembranças.
É mais fácil de longe imaginar o que seria ter-te aqui presente do que seria ter-te e não saber com que forma de corpo receber-te. Cada centímetro da pele, esquadrinhado pela memória das tuas mãos levíssimas, manda dizer[-te] que lhe faltas. Todas as palavras ditas na hora mais secreta da noite, mandam-te dizer que o são por ti.

Perdoa-me a adjectivação, a repetição, a redundância.

 


Cat Stevens - Dust in the wind mp3

 



publicado por SigurHead às 23:42
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Domingo, 26 de Março de 2006
Uma destas noites

“Uma destas noites vamos ouvir pessoa onde param os eléctricos. Vamos saber dessa insónia feita de Alberto Caeiro e Álvaro de Campos. De todos os heterónimos, Caeiro é ainda para mim o mais fascinante. Acho que se aproxima mais do meu imaginário do sábio sentado no cimo da montanha. Por tudo o que é complexo parecer simples em Caeiro. O contraste com Álvaro de Campos faz-me pensar que talvez eu venha de Campos e quero ir para Caeiro. Ou se calhar tudo isto é um disparate. Gosto que, agora que passo mais tempo com os novos como tu dizes, me leves nessa viagem a pessoa. Quero ir contigo.”

 



publicado por SigurHead às 03:45
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Sábado, 25 de Março de 2006
Agora que chegam os dias maiores
                              
 

Partem comigo os contos tristes, os quadros inacabados e as cartas sem resposta agora que chegam os dias maiores. Deixo para trás todas as palavras que só se dizem à noite agora que chegam os dias maiores. Sei que é mais fácil agora que chegam os dias maiores iludir esse mundo onde acabam todas as viagens.

Jeff Buckley - Je n'en connais pas la fin mp3

 



publicado por SigurHead às 15:52
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Quinta-feira, 23 de Março de 2006
Um nós
                     

Perry Blake - This time it's goodbye mp3

Sei que um de nós percorre um labirinto que o outro nem sequer encontra. Foi assim de todas as vezes e de todas as vezes nos encontrámos mais à frente. Um de nós olha para trás para encontrar o caminho. Outro de nós espera com a mesma serenidade de todas as esperas e, vamos alternando os dois personagens numa história que um nós sabe que acaba bem. Por vezes, um nós desacredita e o outro mantém o sonho para que possamos acordar.

 



publicado por SigurHead às 23:30
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Domingo, 19 de Março de 2006
Se me deixasses

se me deixasses
construiria o teu próximo passo
e entre as nossas bocas colocaria
um centímetro. (...) nenhuma distância
seria então mais insuportável
e entenderias
nesse curto espaço todas as respostas.

 

               

 

                                                               

                                                                        



publicado por SigurHead às 00:55
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Sábado, 18 de Março de 2006
...

É uma dor estranha.



Morrer de saudade por algo que nunca se chegará a viver.

 



publicado por SigurHead às 16:25
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Dissemos amo-te para ter sexo?

 

Dissemos amo-te só para ter sexo ou será que foi o inverso? Dissemos sexo só para termos um pouco de amor?
O nosso amor parece não ter passado de um comodismo básico. Estando eu estupidamente quase que ligado à tua vida por um cordão umbilical, parecia que não havia espaço para a minha vida. Houve uma fusão de vidas que não deveria nunca ter acontecido.
Hoje sou só eu mas naquela altura o que tu menos querias era que eu fosse apenas eu; não que me quisesses moldar à tua imagem não é isso, simplesmente não querias que fosse eu: em bom rigor, nem tu sabias quem querias que eu fosse. Apenas querias que fosse tudo como tu querias, sem saber onde isso ia dar. Mas eu nunca quis ser como tu apontavas. Por isso discutíamos, aborreciamo-nos um ao outro: não nos respeitávamos, dizíamos coisas que não sentíamos só porque sabíamos que íamos magoar a outra parte.
O problema é que nunca acertamos no ponto de equilíbrio. Aquele que permitiria que do amor não brotasse mágoa. O meu amor não se compadeceu com meias metades, meias verdades, meias certezas, quase que evidentes probabilidades. Às vezes, pensava que para sempre.
Já não és nada, (sobretudo eu não sou nada), vais voltar a ser, voltaste a ser, não posso dizer palavra. Opto por apenas fazer aquilo que sempre fiz sofrer comigo, ficar calado, esperando silenciosamente que um dia mudes. Não que sejas outra pessoa, apenas que mudes. Mas, (in)felizmente, nunca mudaste.

 



publicado por SigurHead às 02:48
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Segunda-feira, 13 de Março de 2006
Quebramos os dois

 

               Era eu a convencer-te que gostas de mim
                  E tu a convenceres-te que não é bem assim...
                     Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
                        E tu a argumentares os teus inevitáveis

                           Eras tu a dançares em pleno dia
                              E eu encostado como quem não vê
                                Eras tu a falar para esconder a saudade
                                  E eu a esconder-me do que não se dizia

                                     Afinal, quebramos os dois...

                                        Desviando os olhos por sentir a verdade
                                          Juravas a certeza da mentira
                                            Mas sem queimar demais
                                               Sem querer extinguir o que já se sabia

                                                  Eu fugia do toque como do cheiro
                                                    Por saber que era o fim da roupa vestida
                                                      Que inventara no meio do escuro onde estava
                                                         Por ver o desespero na cor que trazias

                                                             Afinal, quebramos os dois...

                                                           Era eu a despir-te do que era pequeno
                                                         E tu a puxares-me para um lado mais perto
                                                       Onde contamos historias que nos atam
                                                     Ao silêncio dos lábios que nos mata

                                                   Eras tu a ficar por não saber partir
                                                 E eu a rezar para que desaparecesses
                                               Era eu a rezar para que ficasses
                                             E tu a ficares enquanto saias

                                            ... Não nos tocamos enquanto saías
                                          Não nos tocamos enquanto saímos
                                         Não nos tocamos e vamos fugindo
                                       Porque quebramos como crianças

                                      Afinal, quebramos os dois...

                                   ... E é quase pecado o que se deixa
                                ... Quase pecado o que se ignora

 

Toranja - Quebramos os dois mp3

 

 

                

 
A nossa música não toca mais, passou de moda. Tudo o que resta do amor de outrora, dos teus sorrisos abertos no escuro, do veludo da tua face morna na palma da minha mão, são os sons abafados num canto da memória, sons velhos, quase inaudíveis, como vinil gasto de discos esquecidos de 45 rotações. Não é justo, eu sei. Mas também não há sitio nenhum no mundo onde esteja escrito que o amor tenha que ser justo ou condescendente com toda a gente que acredita nele. Mesmo assim esperei. Esperei o meu lugar na fila como qualquer outro espera. A minha vez havia de chegar inevitavelmente, pensava. E era a minha vez, acreditava. Era a minha vez de tentar mostrar-te que o mundo não precisava de ser imperfeito, que o amor pode existir entre duas pessoas, apesar de diferentes e estranhas, apesar de serem seres de mundos diferentes. Mas o destino sabe mais de nós que nós sabemos dele. Brinca connosco de forma cruel, entrelaçando os nossos dias no quotidiano trivial, separando-nos depois como o dia e a noite separam o sol e a lua, fazendo com que estes amantes nunca se encontrem, mas para sempre se desejem. E assim foste de mim. Os bilhetes acabaram no momento de os comprar e a bilheteira fechou as portas deixando-me fora do show, fora de ti. Não é justo. Era a minha vez sabes? Depois dos outros todos. A minha vez. Mas a musica não toca mais. A nossa música sabes? Saiu das rádios e já só é ouvida por quem gosta mesmo, por quem é apreciador, escutada por quem lhe dá sentido, amada por quem a vive e revive como um momento perdido atrás. Algo que já não volta. A nossa música já não toca mais, apenas se tu ou eu a quisermos recordar, apenas se ainda tivermos tempo para parar e escutar um pouco, aí ela toca, nos nossos corações. Ha musicas que parecem escritas por nós. Musicas que contam a nossa história. Musicas que nos matam. Nos dias ditosos chegam reflexos sonantes, melodias que carregam singulares certezas: pois a música é o resto de tudo e muito do resto embrenhado de mãos fechadas e vento corrente - imperceptível... e o vento, o vento que é gigante e tanta música. Como diz a musica  quebramos os dois.

 


publicado por SigurHead às 23:08
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Domingo, 12 de Março de 2006
Gostar que nunca perdi
Foste o que restou de mim naquelas noites apressadas de conversas breves e cadenciadas às quais hoje perdi a conta. Lembro-me porém de ti, do DKNY que foste entranhando em mim. Mais uma madrugada 4:36 está a tremer em mim o desejo como na primeira vez. A existência de um nós em tu e eu. Ilusão que no inicio era mais tua e mais minha no final. Encontrei um corpo, uma mão que me tocava. Hesitação latente dos corpos. Hoje pertenço a um corpo ausente apesar de me ter sido tão familiar. Apesar de tudo gostava de poder voltar e nesse retrocesso poder eternizar aqueles momentos. Dentro do meu ser quebrado ainda sinto o teu toque, teus beijos, teus lábios nos meus lábios. O teu abraço forte o teu corpo no meu corpo. Foi bom e apesar de tudo voltava, não me arrependo deste-me as melhores horas da minha vida. Pena que tudo tenha sido tão fugaz apesar dos abraços, beijos... que foram sentidos. O bilhete de ida, sabiamos da despedida. Sem mais formalizamos o pedido ao funcionário, tiraste do bolso esquerdo dos jeans as moedas que iriam pagar a viagem para longe. Trocamos os olhares num último abraço já não esperado mas sempre desejado. O abraço que ficou por dar o ultimo beijo que nunca foi dado por estarmos naquela estação no meio da multidão tão diferente do espaço do quarto 121. Rectificaste o pedido uma volta para o teu destino. Se eu existisse nele, gostaria de ser apenas um desconhecido que nunca tivesses amado.
Se eu existisse no teu destino gostaria mesmo de nunca ter existido. Assim, a desilusão não seria mais que uma ilusão. E eu adoro a tua inexistência. Se um dia voltasses a existir, não quereria mais que a tua existência.
Foi por ti e contigo que começou este gostar que nunca perdi. É por ti que continuo esta viagem até à próxima estação, mesmo sabendo que não vais lá estar a aguardar-me feliz na chegada
.
 Toranja - Laços mp3

 

 



publicado por SigurHead às 04:33
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