Porque sabes que eu estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Domingo, 3 de Abril de 2005
Margem
Sinto que sempre estive sentado na margem errada do rio, na margem errada da vida. No lado cinzento que pronuncia tempestade, linha do horizonte ponto onde o mar cinza se torna céu. Não há vontade de partir. Não há vontade de ficar. Um tecer de novos regressos. Vou fazendo horas. Metade da vida é uma perdulária expectativa. E tonta. E ansiosa. E inútil. Como quem se sentou numa gare de caminho-de-ferro, à espera de um comboio que não se sabe quando passará e qual o seu destino. Certeza está apenas no local de espera. E às vezes na própria espera. Se chego a concretizar a viagem, o lugar onde o comboio me levou, desilude-me. Isso, porém, não impede que tudo venha a repetir-se. Desperdiçar o instante real e concreto, mas que, como areia, se nos escapa das mãos, em favor de uma ilusória vez seguinte.


publicado por SigurHead às 15:05
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