Porque sabes que eu estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Terça-feira, 11 de Janeiro de 2005
Lunário
"Subo à macieira sonhada pela criança, colho maças pintadas a marcador amarelo. E numa delas descubro a lagarta às riscas, como a tua camisola de marujo. Era quase noite, recordo-me, quando desci da árvore e a criança que foras antes de mim não tinha nome. Hoje, salto desta folha de papel para a noite, perco a infância na poeira dos dias. Regresso lentamente à minha idade, e um astro refulge sobre o teu rosto adormecido. Perdeste o nome como eu há muito perdera a infância. Mas quando o teu olhar me sulca e fere o corpo e me devolve, por segundos, o que perdi, há um amanhecer feliz. E tens um nome e não voltaremos a estar sozinhos."


publicado por SigurHead às 00:10
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