Porque sabes que eu estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Quarta-feira, 30 de Novembro de 2005
Cidades
Se atenderes o telefone, talvez saibas que é madrugada e que existem cidades e que há beijos a serem dados. Há mãos, nessas cidades, que se tocam. Se atenderes o telefone, talvez saibas que há quem acorde para morrer. Que há ruas onde os corpos se amontoam. Se atenderes, talvez queiras saber porque nunca nos encontrámos. Talvez te lembres de perguntar onde vivo. Se vivo. E eu talvez saiba o teu número de cor. Depois esquecerei tudo, quando nessas cidades a luz se apagar. São altas horas da noite todos dormem excepto eu que penso em ti. O dia nasce, tudo acorda, menos eu que não dormi. As pessoas correm atarefadas e tropeçam nas suas vidas, choram, sofrem e gritam... também eu que penso em ti. Lisboa, Porto, Régua são algumas dessas cidades. Cidades que tanto assistiram entre nós.


publicado por SigurHead às 02:39
link do post | comentar | favorito

1 comentário:
De Anónimo a 12 de Dezembro de 2005 às 22:41
...o dia nasce...sempre.tudo acorda, até eu, que não dormi.pensando em cidades em nomes em gestos. gestos que ficaram por fazer. palavras que ficaram por dizer...também eu decorei as ruas dessas cidades, também eu as descrevo, hoje, de cor. também eu respiro Lisboa, inalo Porto, Lamego, Régua. talvez eu saiba, igualmente, um qualquer nº, uma qualquer expressão de cor.

Que os dias "te" sejam leves. Mar
</a>
(mailto:martaoliveira.silva@iol.pt)


Comentar post