Porque sabes que eu estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2006
Em mil pedaços

Por fim rendi-me "adoro-te meu diabo bom" e era como se escrevesses um caderno inteiro de poemas só para mim. E Eu "só serei o teu diabo se fores o meu inferno". Sabíamos que eram estas pequenas verdades que nos davam forças para continuar a nossa grande mentira. E assim te tornas-te o meu puto imberbe na intimidade das palavras trocadas noite após noite. E assim arrisquei sem saber as regras de um jogo que acabei por perder. Preenchemos os dias um do outro numa agenda demasiadamente exigente para a conjuntura que vivíamos. Uma jornada de mil milhas começa com um simples passo. Por vezes há coisas que parecem propositadas. Ou mesmo alteradas pelo destino, para que aconteçam de outra forma, como se houvesse algum anjo da guarda que velasse por nós. Eu era o teu anjo lembras? Tudo se quebrou. Tudo ficou despedaçado em mil pedaços. De tudo só restam os cacos. Que futuro?! Estava escrito que não iríamos voltar. Os motivos para não haver um novo regresso ainda hoje se amontoam na minha cabeça.

Sia - Breathe Me mp3


publicado por SigurHead às 00:03
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Domingo, 26 de Fevereiro de 2006
Condensação que somos

Todas as noites encho de imagens tuas as almofadas para te ter nos meus sonhos. Todas as noites te peço as palavras que dizem tudo e acordo sem me lembrar se as ouvi. Esta noite peço-te que seja diferente. Escreve-as no meu corpo e eu as usarei como uma tatuagem. Não te encontro mas sei no espelho a tua presença, a tua voz e as tuas mensagens desenhadas na condensação que somos.

Tori Amos – Hey Jupiter


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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2006
Destaque Blogs Sapo


publicado por SigurHead às 23:37
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2006
Desencontro

Só queria que viesses, como quem vem de novo, pela primeira vez, que trouxesses contigo o perfume das chuvas daquele Outubro, a lembrança daquelas manhãs geladas de Dezembro, quem sabe até uma nova promessa de eternidade que desta vez se cumprisse. Só queria que viesses, como se sempre só tivesses gostado de mim, que sacudisses dos meus passos a poeira do nosso desencontro.

Snow Patrol – Run mp3


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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006
Amarga espera

Eu queria escrever com sumo de limão quando tinha uma mão cheia de palavras. Depois queria um código que só tu decifrasses. Agora que coloco na praça pública a arquitectura de néon, onde estás tu que não te sinto?


publicado por SigurHead às 18:26
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006
Preciso


publicado por SigurHead às 00:35
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006
Ninguém disse que ia ser confortável...

Deixar o tempo fermentar as feridas.
Não interessa a dor mas a cicatriz.
Interessa o coágulo que quer ser forma na pele.
Rugoso, bem visível ao olhar e ao toque,
para que não se esqueça.
O tempo escolherá que feridas sarar
ou deixar para sempre abertas.
(...)
Ninguém disse que ia ser confortável...



publicado por SigurHead às 22:37
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2006
...

 

 


Quando cheguei a casa as minhas mãos traziam ainda o teu cheiro a minha boca abandonada na segunda metade de um beijo mastigava palavras que te amariam se as deixasses pousar-te na pele. Não quis adormecer para não ter de acordar sem ti mas acordei e de manhã começou o silêncio e o teu toque uma mentira.

 




publicado por SigurHead às 01:25
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006
O mesmo eclipse

sei que o mundo se reinventa enquanto eu durmo
de outro modo,
como poderia eu perdoar
o mesmo eclipse
todas as noites?
porque me odeias tanto?
porque um dia te quis demais!



publicado por SigurHead às 23:45
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006
A raposa de Saint-Éxupery

Do alto da colina desenhada a raposa profere
o seu apprivoise-moi, mata-me o olhar, o pensamento,
mata-me por dentro, arranca de mim o respirar
de todos os azuis e o tempo anterior em que eu não soube.
Envenena os trigais com a tua ausência
e eu morrerei também se os habitares.
Seguir-te-ei no vermelho do deserto
onde as serpentes sonham e se escondem,
nas colinas amargas da cidade, no verde tardio
das marés. Não existo senão no fim do mundo,
não existo senão nesta cadência que soa pelo ar
e desce os montes e inunda com força a terra plana
até que nada exista. Não tenho coração
senão para que tu o apunhales e vires a lâmina para o sol
e digas, ei-lo, o escarlate inútil deste amor apprivoisé,
a imensa distância da paixão, o desprezo
da morte que apodrece.

Cresço de repente e sem traição.
E tudo começou pela tua ausência



publicado por SigurHead às 00:23
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