Porque sabes que eu estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Sábado, 15 de Janeiro de 2005
Infância
Foi luz e trevas, foi calor e frio, foi tudo e nada. De que nada posso e de que aquilo que quero não conta. É hoje certeza de que o que possuo não é meu mas do destino. Apenas celebrei a vida. Não vivo a vida é a vida que me vive. Hoje no meu sonho voltei a ser menino e revi a insónia da infância perdida. Sonhei com dias de sol, estradas estreitas ladeadas por socalcos e o Douro. O rio a quem tudo devem. (lembras-te, mãe, como eu gostava de acordar cedo para te acompanhar. Passou tanto tempo sobre esses Setembros . todos os anos no começo do Outono voltava a colheita fruto do esforço de um ano) Velho mundo onde tenho raízes. Sempre que volto a essas margens que se abrem miraculosamente entre a memória e as saudades sinto que sou usufrutuário de uma herança sagrada, que só merecerei se nunca me esquecer que Trás os Montes e Alto Douro é um berço onde tenho de nascer todas as horas e morrer um dia. Sou do meu tempo, bem o sei, ou bem o quero saber, porque não é fácil assumirmo-nos com o tempo que nos aconteceu.
 


publicado por SigurHead às 16:32
link do post | comentar | favorito

pesquisar
 
Junho 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


posts recentes

Apenas quando o mundo nos...

Anoitece devagar

Mas comigo era diferente....

Tanto para te dizer

...

Não digas a ninguém

Dei-me sempre mais do que...

Luminoso afogado

Roída a dor muda

Antídoto

arquivos

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004

Abril 2004

Março 2004

Fevereiro 2004

links
blogs SAPO
subscrever feeds