Porque sabes que eu estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Sábado, 14 de Janeiro de 2006
Carta que não enviei. Feliz Aniversário.
Escrevi esta carta para juntar a um postal em tons de azul a desejar um Feliz Aniversário. Ainda tenho a tua morada nos envelopes das cartas que me mandas-te. Depois de muito pensar acabei por não enviar. Lembro-me de ti todos os instantes e nunca esqueci esta data. Que toda a felicidade do mundo esteja dentro de ti neste dia. Tudo de bom junto daqueles que mais amas. Continua sempre a brilhar. Com toda a sinceridade peço a Deus pela eterna felicidade do teu sorriso. Sorte, saúde, sucesso, paz e amor no teu coração. Existe alguém que se lembra de ti com carinho. Mesmo distante Feliz Aniversário.

Talvez segures esta carta com emoção no olhar, talvez com alguma tristeza, remorso ou raiva de mim. Não há mais nada dentro do envelope além desta folha. Talvez a rasgues ou quem sabe a vás guardar e um dia talvez a releias. Talvez até o faças várias vezes, muitos anos depois. Ainda assim, muito depois disso, muito depois de estas palavras se desfazerem na poeira do tempo, muito depois de tu e eu nos termos tornado apenas sombras, os meus sentimentos, o remorso, o arrependimento e a angústia continuarão a tomar conta dos meus dias. A solidão que sinto como a deste momento será irreversível e aquela imaginada compreensão continuara a escapar. Jamais alcançarei a plenitude porque não posso reescrever partes da minha vida, jamais poderei alterar coisas que fiz para trás. Sei que não tirarei nunca a dor que causei nem acrescentarei sorrisos.
Hoje tenho saudades tuas daquelas que fazem doer. Ainda hoje me disperso quando por acaso sinto o perfume dkny usado por alguém que passa. Tas tão presente. Passaram dois anos e ainda me desassossegas. Dou por mim a falar com o que apanho a mão como se de ti se trata-se. Estamos a distância de um telefonema que ficou por fazer e de todas as coisas que ficaram por dizer. Se aquela ultima conversa tivesse tido lugar talvez hoje não fosse a mesma coisa. Congelei tudo. Nunca assumi a despedida, nunca esbocei o adeus. Cada dia é a solidão mil vezes multiplicada, uma solidão que parece ampliar-se na própria solidão como se estivesse rodeado de mil espelhos que me trazem os teus traços e assim me faço o sono, noite após noite, desfiando a lenta meada dos dias para descontar a tua espera. Há muito tempo que te espero. Há muito tempo que não vens.
Tenho os meus arrependimentos, as coisas que fiz ou não fiz, fantasmas que me visitam na noite, fantasmas e cicatrizes que me tiram o sono justificados pelo teu egoísmo, indiferença e cansaço. A quem se não a ti direi que estou triste? Mas a tristeza vem de tu não estares. Como te direi que há no meu peito um coração enternecido com a existência que me deste? Um coração que te esqueceste de levar.
Estavas ainda para existir. Andava perdido num chat do Brasil primeira vez que falamos. Lembras-te? Aquele clic imediato, as coisas que tínhamos em comum, a partilha que nos explica porque viemos a este mundo. Logo nessa primeira vez percebi que serias importante. Provavelmente acharás isso uma estupidez.
Eu deixei-te muitas vezes a falar sozinho até bloqueava a tua presença. Deixava-me estar imóvel vendo o telemóvel piscar uma nova mensagem, sms antes de dormir, sms vários ao longo do dia, apesar das redes diferentes. Hoje converti-me e ainda faço parte daquela que era a tua operadora quando nos conhecemos. Eu a fugir e tu a pedires para eu parar. Medo de amar? Disseste.
Por fim rendi-me “adoro-te meu diabo bom” e era como se escrevesses um caderno inteiro de poemas só para mim. E Eu “só serei o teu diabo se fores o meu inferno”. Sabíamos que eram estas pequenas verdades que nos davam forças para continuar a nossa grande mentira. E assim te tornas-te o meu puto imberbe na intimidade das palavras trocadas noite após noite. E assim arrisquei sem saber as regras de um jogo que acabei por perder. Preenchemos os dias um do outro numa agenda demasiadamente exigente para a conjuntura que vivíamos.
Escrevo na ansiedade que uma simples carta te faça pensar em mim nem que seja por segundos. Não te posso agarrar, puxar, deslizar por ti, sentir o teu desejo, entranhar-me em ti, seduzir-te. Amar-te a velocidade destes dois anos. Sim já passaram mais de dois anos desde aquela manhã de sábado que saí para te encontrar. Sentia-me tremer, as mãos húmidas, o coração a bater. E lá estavas tu no Vasco da Gama um olhar tímido um aperto de mão, atravessamos o centro caminhamos pelo exterior ate a beira do rio. De relance ia-te olhando nos olhos e falando para esconder a minha timidez e o turbilhão de emoções que estava a sentir dentro de mim naquele momento.
Um quarto de residencial simples, apenas a sobriedade de quatro paredes brancas, duas camas que juntamos, uma pequena janela. Lembro-me que estava a chover talvez prenúncio das lágrimas que ainda ia chorar por ti. Fizemos amor e pela primeira vez estávamos a materializar tudo o que sentíamos. Nessa noite vi as tuas lágrimas que apaguei com os meus dedos. Para ti o tempo não era obstáculo prometes-te que esperarias por mim só precisavas que eu fizesse a minha parte.
Fizeste-me crer que valeria a pena. Fizeste-me acreditar no Amor.
A noite passou. Tinhas o bilhete de ida. Subiste as escadas para apanhar aquele comboio que aguardava a tua partida. A luz daquele fim da manhã era coada pela estrutura da Gare do Oriente o tempo anunciava mais uma tarde de chuva. Olhei-te nos olhos. Olhaste-me com um olhar que pedia desculpa por partir, e eu sorri-te. Dói repensar o momento da despedida com um olhar disseste-me adeus. Como queria beijar os teus lábios uma vez mais. Sabes nunca acreditei que existisse algures no mundo alguém como tu.
Desci em direcção ao metro sem olhar para trás. Era mais fácil assim não olhar para trás quando a partida era certa. Domingo de manhã a plataforma estava vazia de gente antevendo a solidão e o vazio que me preencheria mais tarde. Irias por vales e montanhas, escutando conversas, o vazio da partida em conflito com a alegria do regresso às tuas coisas. Saí no Chiado caminhei pelas ruas da Baixa com aquele aperto que só sente quem ama e acaba de perder. A vontade de chorar. Pareceu-me ouvir a voz de Lisboa, que contava as histórias que tinha ouvido um dia. As minhas, as tuas. As histórias imóveis e imateriais que acabariam por mergulhar no Tejo. A aventura da vida era feita de riscos como estes, já o sabíamos, e para começar uma etapa havia que terminar outra. Sabia que durante muito tempo iria recordar esse abraço, a ternura e a força dos teus braços à volta do meu corpo. As palavras que me disseste, um beijo, a despedida. Lisboa tem a melhor brisa do mundo, e ela envolveu-me quando atravessei o Tejo de saudade.
De regresso as minhas coisas olhei as tuas fotos chorei como uma criança. Nu e de lágrimas nos olhos frente o espelho procurei as tuas marcas em mim. Abracei-me como se te estivesse a abraçar. Lembras que te pedi para não me deixares marcas no pescoço? Chorei até adormecer e acordar só para mais uma noite de cansaço.
Uma jornada de mil milhas começa com um simples passo. Por vezes há coisas que parecem propositadas. Ou mesmo alteradas pelo destino, para que aconteçam de outra forma, como se houvesse algum anjo da guarda que velasse por nós. Eu era o teu anjo lembras?
Pequenas gotas de felicidade que ficaram congeladas no tempo. Nem aqueles dias mais tristes e longos me separam da tua imagem que permanece. Vejo-a como num sonho, numa nuvem que passa ao longe, nela pintada pelas cores mágicas da tarde. E desejo apenas que me vejas também a mim, e guardes para sempre no teu olhar aquilo que mais ninguém vê. Mentiria se dissesse que o teu olhar não foi o meu melhor testemunho, sim tu amaste-me um dia e isso eu vi nos teus olhos. Apesar de hoje já não me doeres por dentro, às vezes dou por mim a procurar vestígios teus, porque o esquecimento ainda não chegou para varrer consigo o último dos teus abrigos. Lembranças dos teus olhos castanhos, dos teus lábios carnudos, rasgados num eterno sorriso sedutor. E o olhar fixo algures em mim como a ler-me. Se te pudesse confessar, ainda tenho medo de ter-te comigo, em frente a mim. Embora jamais me arrependesse ou te negasse, a ti que eu quis sem querer, e a quem quis mais do que a ninguém.
A minha memória é como uma rocha, que resiste às vagas erosivas do esquecimento. Resiste pelos beijos que ainda estão na minha boca. Pelas silenciosas homenagens que fazíamos um ao outro. Porque, apesar da mão incerta do destino, fomos assim. Porque fomos o que fomos. Porque tivemos uma história. Foi a nossa história. No céu ficaram umas linhas escritas por nós, temos o nome escrito algures em pontinhos brilhantes que só podem ser vistos por quem os sentiu.
Lembro-me do brilho dos teus olhos, o tom da tua voz, o cheiro do teu abraço. O coração guarda o que escapa das mãos. Cativaste-me como a raposa do teu principezinho com a magia que desprendes do teu interior “só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...” nunca esqueci essa massima de vida “Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativaste. Tu és responsável pela tua rosa...” . Cativaste-me e agora por favor não me peças somente para te esquecer. Não peças.
Desde aquele Outubro nunca fiz nada senão esperar diante da porta fechada. Tenho saudades e medo de um dia, não sentir mais saudades tuas. Fiquei com tanto para dar. A garganta presa com palavras que não se disseram é o que mais dói. Hoje só queria poder falar contigo uma última vez. Não quero os teus contactos, não queria te ter aí para mim. Só queria falar contigo e matar este eterno tormento das coisas que ficaram por dizer.
Não me pertences nem nunca me pertenceste. Os teus voos nunca serão comigo sei-o desde o primeiro dia. E mesmo assim permiti que me descobrisses.
Dezembro gelado de volta aos meus braços e os dias que te gravaram eternamente em mim. O mundo parou para nós. Naquelas noites, apenas as águas do Douro ali tão perto moviam o tempo. Desde esse dia passei a olhar a Régua com outros olhos, hoje é uma cidade que me dói por dentro.
Fizemos amor como se não houvesse amanha. Podíamos ter sido apenas corpos, mas não era esse o espírito que nos movia. Fizemos amor tantas quanto suficientes vezes para que esses momentos nos tenham deixado marcas para o resto das nossas vidas.
Tu de toalha, os cabelos molhados a querer vestir-te. Eu atrasado como sempre. Atrasado em Outubro. Atrasado em Dezembro. Tão difícil chegar a horas. Os sorrisos de felicidade os últimos beijos antes de abrir a porta e eu sempre a pedir mais a recuar para trás e a pedir mais um beijo. Como a tentar tirar de ti todos os beijos possíveis adivinhando que não voltaria a tocar os teus lábios. Os beijos no elevador e pensar e se isto tem câmaras o que vão pensar os gajos da recepção. Para eles era-mos turistas do vá para fora cá dentro foi o teu BI que mostras-te, o que iriam pensar se eu mostra-se o meu BI que ainda constava como residência aquela cidade. Aqueles olhares desconfiados dois rapazes 3 dias num quarto de hotel no Natal.
O começo da viagem que nos iria levar para longe. Nunca te disse mas na viagem para o Porto olhando nos teus olhos enquanto ias escutando musica no teu leitor riscado de outras viagens e com o olhar fixo num ponto qualquer eu vi nos teus olhos que não existias só tu e eu. Nesse momento foi como profanar-te haviam outros rostos que se fundiam em nós e nos dias que partilhávamos. Tínhamos duas vidas para lá dos nossos encontros. Tínhamos outros. Mas comigo era diferente. Lembras-te quando dizias que comigo era diferente?
Gostava tanto que me tivesses mostrado o Porto como querias. Mas não houve tempo desta vez era eu que tinha o bilhete de ida. Hoje ainda é uma cidade que conheço mal. Apesar de ter raízes no norte a minha vida foi sempre mais a sul. Um ultimo café a chuva, sempre a chuva presente enquanto estivemos presentes. Nos teus olhos uma lágrima contida que também existia nos meus com um trago que tentava soltar-se.
Mais uma vez despedimo-nos num olhar voltas-te as costas entrei no comboio e nunca mais iria voltar a ver-te, nunca mais. Desconhecia essa realidade. Nunca cheguei a ver o piercing que me disseste que tinhas colocado na sobrancelha. Ainda te pedi para ligares a câmara mas falaste que depois mostravas. E foi essa também a ultima vez que teclamos.
Viagem para Lisboa sentia-me estranho a caminho de casa. Eu era feliz e eras tu quem me dava essa felicidade. Que futuro?! Estava escrito que não iríamos voltar. Os motivos para não haver um novo regresso ainda hoje se amontoam na minha cabeça.
Foram tantas as lágrimas, sorrisos apagados depois que perdi o teu contacto. Fingir para os outros que estava tudo bem comigo. O desejo de morrer. As minhas insistentes tentativas a ligar para o teu nº desligado. Queria explicar-me. A minha vida era apenas uma vida que queria preencher a tua, diariamente mutilada com as tuas memórias.
Hoje gosto de ti da melhor forma que me lembro de gostar. Só quero ocupar um espaço que designares para mim.
Acho que não estávamos preparados para a perfeição do outro. Tivessem as nossas vidas se cruzado noutras coordenadas de espaço e tempo e, a esta altura, talvez estivéssemos a falar das nossas vidas, projectos, trocando sorrisos. Não queiras que eu apenas pertença a um pedaço de ti que quiseste eliminar dos teus dias. Não deixes que daquele tempo só restes tu na tua memória.
De ti ficaram apenas algumas fotografias que hoje guardo num cd junto com alguns outros documentos que trocamos e velhos mp3, sons que faço por não recordar com receio de quebrar qualquer coisa cá dentro. Deixei Sigur Rós e todas as outras músicas gravadas no silêncio. Há poucos dias um link para uma rádio fez acordá-los deixando-me sem qualquer protecção contra a noite. Se te marquei em algum ponto de certeza foi em muito do que ainda hoje escutas.
Ficou a tua carta que hoje guardo dentro do Livro Lúnario junto do Vagabundos de nós. Livros que comprei a dobrar para que mesmo na distância pudesse compartilhar contigo. Ignoro se ainda os guardarás.
O frasco Le male esta numa caixa junto do cachecol que nunca usei. A fita As horas sem uso continua na estante. Comprei o DVD daquele que sem duvida se tornou o filme da minha vida.
Com coisas tão pequenas tenho a vida cheia de ti. Ao olhar para estes pedaços tenho uma certeza a experiência de vida só serve para que não tenhamos dúvidas que voltaremos a cometer os mesmos erros. E apesar de tanto sofrimento valeu a pena te conhecer. Faria tudo de novo só alterava aquela fatídica semana de Março.
Durante meses, fui uma forma sem forma que ocupava espaço na tua vida. Durante meses fomos uma espécie de amantes (seja lá o que isso for), mas mais que isso fomos amigos. E hoje apenas queria poder ser teu amigo falar contigo fazer parte da tua vida de uma outra forma. Sabes que foi o meu amor desmedido, o ciúme e a loucura que me fez errar daquela forma naquele mês de Março. O meu grande erro foi não ter respeitado o teu espaço a tua independência.
Perdoa-me por favor perdoa-me. Por tudo que existe de mais sagrado perdoa-me. Desculpa-me.
Acredita que entretanto eu cresci embora isso até possa parecer estranho em alguém da minha idade. Lembras-te? Tu eras o puto mas juntos quantas vezes eu a que parecia um puto. Tinhas 19 anos mas aquela personalidade de bem mais. Nós temos muito em comum tu conheces-me deixa-me aprender mais coisas contigo.
Escrevo-te agora, como se reescrevesse, todas as cartas que não te mostrei em dois anos. Guardanapos de papel e de café, maços de tabaco, espaços livres em jornais. Todas as superfícies serviam para materializar o meu amor.
No silêncio tens vivido os meus pensamentos, sentido cada página e compreendido cada vírgula do meu blog. Peço-te por favor fala comigo nem que seja em simples comentários. achtungas@hotmail.com continua a ser a minha morada de espera para poder desabafar contigo e aliviar esta dor.
Ninguém te amou mais que eu, ninguém sofreu por ti mais do que eu. Verdade também que ninguém te magoou como eu.
Hoje percebo que te atirei demais. Não fiques indiferente a estas palavras e se por momentos conseguir provocar em ti um sorriso, um brilho no olhar terá valido a pena ter nascido e vivido cada minuto até a realização deste momento, terá valido a pena acordar, terá valido a pena enfrentar o medo e ousar dizer o que estava preso na garganta e no coração.
Hoje espero apenas que um dia, ao olhares para trás, te lembres de mim. Nesse dia irei ouvir o teu coração bater ao de leve bem dentro da alma que me deste sem que mais ninguém se aperceba da imensidão que me une a ti. Só assim se desfaz a dor que sinto ao tentar sentir-te. Só assim encurto a distancia.
Tudo o que te peço neste momento é um reflexo, um entendimento, um brilho qualquer que me diga que o que trago não é só para mim. Se fecho os olhos vejo-te sorrir na iminência desse brilho, sinto-me renascer perto de ti. Une-nos o silêncio, nos momentos em que ambos, por razões tão díspares nos encontramos na solidão. Talvez por isso o silêncio se tornou escultura da perfeição, e não são precisas palavras para que leias na minha pele o desejo de um beijo teu.
Só queria que viesses, como quem vem de novo, pela primeira vez, que trouxesses contigo o perfume das chuvas daquele Outubro, a lembrança daquelas manhãs geladas de Dezembro, quem sabe até uma nova promessa de eternidade que desta vez se cumprisse. Só queria que viesses, como se sempre só tivesses gostado de mim, que sacudisses dos meus passos a poeira do nosso desencontro.


publicado por SigurHead às 00:07
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3 comentários:
De Anónimo a 16 de Janeiro de 2006 às 00:33
tolo :) lol ***sigurhead
</a>
(mailto:)


De Anónimo a 15 de Janeiro de 2006 às 21:52
Gostava de viver uma história destas.
A mim não amas tu assim?!
É maravilhoso o que escreves e as imagens que crias são fantasticas.
Aproveitas-te bem estes dias de férias? Amanhã de volta o job. **** Fica o link para as novidades lol
Diogo
(http://www.optimus.pt/Site%20Optimus/Massmarket)
(mailto:)


De Brasil a 7 de Novembro de 2007 às 05:46
LINDO


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