Porque sabes que eu estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006
Ha um ano foi assim

O que me leva a escrever é um sentimento que não recomendo. Trata-se de algo parecido com o que se teve e não se tem agora e jamais se poderá ter porque o mundo é grande e não consigo encontrar-te, não tenho pistas que me levem a ti. O rasto que deixaste já o tempo se encarregou de levar consigo para outros endereços que desconheço. É nesta angústia de não saber onde te procurar que me transporto para estas linhas. De ti recordo um Outono onde me fui perdendo, noite após noite, entre o teu sorriso e um princípio de paixão que na altura não reconheci como amor. Sei agora que me marcaste profundamente, que me emociono ainda quando penso em ti algures no mundo. Foste muito em tão pouco, talvez seja essa a razão de perdurares em mim até hoje. Aqui, de onde te escrevo e perante estas paredes que parecem erguer-se como a noite que lá fora espreita, penso que a sinceridade que fui te afastou de mim para sempre. Será que deveria ter omitido algo? Talvez. Mas não o fiz, e hoje sinto a tua falta. Encontramo-nos num abraço que ambos havíamos planeado. Em seguida foram as conversas adiadas de um futuro também ele fora de tempo. Lembro-me perfeitamente das palavras se escreveram da tua boca para o meu sentir! Doía-me os teus silencios e tu calavas-me sempre com um Amo-te que fazia parar em mim qualquer gesto, qualquer palavra. Eu esquecia tudo. Esquecia de me deitar cedo, de me deitar tarde, de me levantar. Fui muito egoísta. Tu lias-me tão bem. Eu acreditava que me compreendias. Aquelas manhãs no quarto 121 acordei bem mais cedo e fiquei a ver-te dormir a desejar que o tempo se eternizasse naquele momento. Quando te beijei o umbigo resmungaste que te deixasse dormir. Partis-te não sei para onde e ninguém entende que não podes ir embora se ainda tás em mim e eu contigo. Desculpa por ainda estár aqui. Se ao menos eu tivesse escrito cada um dos nossos dias, anotado a sequência das nossas conversas, agarrado o tempo roubado... Nada adiantou. Juro quero te tanto que não sei dizer. Sempre que a noite nos despedia eu guardava a tua imagem, as saudades apertavam cá dentro. Como apertam hoje e cada vez mais. Alguém te levou de mim e eu fiquei na melancolia raiada em tons que prefiro não dizer. Conseguiste produzir em mim a pior forma de amar que alguém pode sentir. O telemóvel silenciou, Bold deixou de viver no meu MSN. Enfim. Paro por aqui, desejando apenas deixar estas linhas como testemunhas de que te tenho em mim para o resto de todo o sempre. Sou enfim, tudo e (não sou) nada, nesta inquietação que é o teu viver.Beijo-te num abraço eterno.


publicado por SigurHead às 12:32
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