De ovo mole a 21 de Abril de 2006 às 01:37
Sigur,

encontrei o teu blog por acaso, à procura da letras do Quebramos os Dois. Não é que eu aprecie Toranja por aí e além, mas esta letra adapta-se também a momentos passados que perduraram nos anos. Portanto está presente a Quebra no Presente como ficou no Passado. Não há remédio..
Depois li o teu texto que te fez ir buscar a canção, li o texto, fui ver o mote do que escreves e juro-te,Sigur, fiquei comovida.
Não é que eu tenha muita paciência para o urbano-depressivo. Mas tenho paciência para as palavras, principalmente para as belas palavras.
Sabes que fora do teu sofrimento por ela(suponho que seja uma ela), a tua escrita provavelmente afundava. Deve ser por isso que manténs tão enorme e perene Quebra de Amor. Ela faz-te falta porque a Alegria nunca produz literatura de jeito. Só a Agustina consegue fazer da alegria uma obra-de-arte..
E com a Quebra, te vais mantendo no quebranto que te anima os dedos e a alma de poeta da prosa que tu és.

Mas, nem foi bem isto tudo que me comoveu. Foi a tua lapidar declaração ameaçadora para a Ela que te abre o Blog:Porque sabes que estou aqui. Porque eu sei que me sabes ler no silêncio.
Sabes? Tu de silencioso não tens nada...
E isso, nem imaginas, deu-me a inveja. Inveja de não ter um Sigur.
Porque se eu tivesse um Sigur, eu sei quem ele seria. Ou .. eu sei quem eu gostaria que ele fosse, sabendo à partida que ele sabe que eu estou aqui, mas não me lê. Nem precisa de mim na mesma proporção que eu preciso dele. Aliás, é uma proporção impossível, em que eu sou o numerador e ele o denominador. E ele vale zero. E, como deves saber, o zero não pode ser denominador..
A minha proporção impossível deveria ser um Sigur. Só porque sim. Só porque a virtualidade tem emoções que a razão desconhece.
Vou ver se me lembro de te continuar a ler.


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